Wednesday, February 22, 2006

Musashi, e o caminho da espada

"O inimigo externo pode até ser derrotado, mas não há como vencer o inimigo interno."



Ouvir falar sobre Musashi, sempre me fez pensar que seria um livro cheio de combates, que falaria com detalhes sobre os duelos do grande bushi.

Porém, ao ler a história, eu não sabia que o maiores duelos de Musashi seriam contra si mesmo ou algumas adversidades.

Musashi repreendeu a si próprio, por ter pisado em um prego, que deixou seu pé em um estado lastimável. Ele acreditava que se ele estivesse realmente em harmonia, ele deveria ter sentido o prego quando este tocou a sua sandalia, ao invés de quando ele estava quase saindo do outro lado do pé. Para Musashi, o dia que ele passou em descanso devido ao pé, faziam-no acreditar que ele nunca seria um grande homem, no caminho que ele escolheu, se nem mesmo esse inimigo ele foi capaz de derrotar.

Outro detalhe importante, talvez um dos maiores que contribuiram para o crescimento de Musashi, era uma percepção fora do comum. Ele podia observar seus oponentes, e saber se esses eram ou não capazes de rivalizar com sua perícia na espada. Isso pode até parecer irrelevante, mas a aguçada percepção de Musashi vai além. Ele foi capaz de reconhecer no corte de uma flor, a perícia incrivel apresentada por um mestre, de nome Yagiu, e tambem foi capaz de perceber que haviam traços similares inerentes à pessoas de grande capacidade em diversos meios. O trabalho de Koetsu, por exemplo, que nada trazia de apelo aos olhos de Musashi, inicialmente, serviu para que ele começasse a abrir sua mente para outros caminhos.

Tudo que Musashi passou, desde que recebeu o nome de Musashi, foi relacionado por ele, ao caminho que ele resolveu trilhar. A principio, ele esta ansioso por duelos, acreditando que melhoraria sua técnica através de combates com grandes bushi. No caso de ser derrotado em um desses duelos, ele acreditaria que certamente havia feito a escolha errada e nada mais poderia fazer, se não aceitar ser um mediocre no caminho da espada. Até então, ele não fora derrotado, mas tambem, a sua visão parece não mais estar tão centrada em duelos.

Tuesday, February 14, 2006

O Silmarillion

"A partir do tema que lhes indiquei, desejo agora que criem juntos, em harmonia, uma Música Magnífica."



E então, surgiu o mundo que dá origem à histórias como O Senhor dos Anéis e O Hobbit, Arda.

Esse livro conta histórias das Primeira e Segunda Eras do mundo começando do início de Arda, através de Eru.

Talvez, de todos esses livro já citados, nenhum tenha ficado tão marcado em minha mente, quanto este. Depois de relatar o que li para duas pessoas, em diferentes teores, percebo que a pequena parte que li é gigantesca, na verdade.

Apresenta-se nesse livro, o surgimento dos deuses de Arda, suas raças e a origem de certas richas e conceitos que são apresentados em histórias vividas em Arda, nos tempos da Terceira Era.

Personalidades que se destacam são Melkor, o primeiro Senhor do Escuro, e Fëanor, o mais complexo de todos os personagens de Tolkien.

Melkor, o mais poderoso dos Ainur, procurou destacar-se entre seus semelhantes, procurando inovar dentro da música de Eru. Isso causou desarmonia na melodia. Eru então declarou que os Ainur apenas serviam como instrumento de sua própria capacidade, sendo que mesmo o mais poderoso deles, não poderia ir-lhe contra a vontade. Um envergonhado Melkor germinou então, a semente que daria origem à várias outras. O orgulho, tambem conhecido como mais grave dos pecados, foi um estimulo que afetou fortemente Melkor, e tambem foi usado por ele, enquanto tramava seus planos, no decorrer das histórias.

Fëanor, com certeza, esse cara vai ser polêmico. Um dos mais, se não o mais, talentoso dos elfos, criador das jóias Silmarills. Este nasceu de um ventre de uma mãe que literalmente deu sua vida para filho. Tolkien descreve aqui como se toda a energia vital dos filhos que ela poderia ter dado à luz, fora depositada em Fëanor, o que lhe conferiu um grande dom. Fëanor foi um vilão terrivel aos olhos de alguns, e de outros um grande herói. Até onde eu ouvi, e pude imaginar, não existem pessoas indiferentes à essa personalidade. Enquanto Melkor teve seu orgulho ferido por tentar algo além de sua capacidade, Fëanor teve seu orgulho elevado pelos próprios feitos. Orgulho que unido aos estimulos certos, trouxe um grande mal sobre a Terra-Média, sob o meu ponto de vista.

Esse relato me parte o coração de lembrar que não terminei esse livro, mas estou em tempo, e vocês ainda irão ouvir falar dele. Comcerteza, um grande livro, pra pessoas que possam apreciar uma boa mitologia.

Tuesday, February 07, 2006

O Guia do Mochileiro das Galáxias

"42, a resposta para a Vida, o Universo e Tudo Mais."



O Guia do Mochileiro das Galáxias, escrito pelo falêcido Douglas Adams, possuí cinco volumes, com previsão para o quinto estar disponível na minha lingua em 2006. É uma comédia inteligente que dificilmente não irá lembrar outras comédias como o desenho Futurama, pra quem o conhece.

Arthur Dent, o nosso protagonista, é um típico cidadão inglês, que num dia particularmente azarado, perde não apenas a casa, como tambem, o planeta inteiro onde morava. Por acaso, esse Arthur tinha o amigo certo para tira-lo dessa enrascada e fazê-lo entrar na vida de mochileiro das galáxias. Ford Prefect é um alienigína correspondente do Guia, que viaja pela galáxia coletando informações sobre os mundos. Nos ultimos 15 anos ele passou trancado no planeta terra, sem conseguir uma carona.

O livro conta com mais personagens que merecem destaque, como Marvin, um andróide que foi projetado para simular sentimentos humanos, o que acaba o deixando em depressão constante, junto ao fato de ser sub-aproveitado com toda a sua capacidade. Zaphod Beeblebrox, presidente da Galáxia, primo de Prefect, conheceu Dent em uma festa na terra, onde ele tambem levou embora Trillian, a garota ciêntista a quem Arthur estava paquerando na festa. Universo pequeno, não?

Todos esses acontecimentos e o encontro deles tem ainda uma trama muito maior, que envolve legiões de seres de todos os cantos das galáxias, com diversas intenções, como os seres mais inteligêntes que já viveram na terra, os ratos, ou os segundos seres mais inteligêntes que já viveram na terra, os golfinhos.

É uma leitura altamente recomendada, seja pra passar o tempo, relaxar ou aproveitar o simples fato da leitura.

Wednesday, February 01, 2006

Rios de Prata

"Vossos olhos hão de brilhar quando virdes os rios de prata correndo no Salão de Mitral!"



Continuação do livro Estilha de Cristal, tambem fazendo parte da trilogia do Vale do Vento Géldo, não exige que o leitor tenha lido o Estilha de Cristal. Os personagens Bruenor, Wulfgar Régis, Catti-brie e Drizzt partem em busca do Salão de Mitral, terra natal de Bruenor, onde se diz correr rios de prata, tamanha a riqueza do lugar.

A história tem inicio com apenas três de nossos amigos partindo a procura do cobiçado Salão, Bruenor à frente, com seus amigos Wulfgar e Drizzt. Em pouco tempo, Régis se junta aos amigos, devido à uma grande encrenca perseguindo-o, julgam os amigos. Mais ao longo da história, a 'encrenca' de Régis faz com que Catti-brie tambem se junte aos amigos.

Em sua viagem, eles passam por cidades muito conhecidas de um cenário chamado Forgotten Realms, provavelmente, o mais popular cenário de RPG atual. Eles visitam uma cidade onde a magia é tão comum que parece que sem ela, nem existiria tal cidade. Encontra a ilustre Alustriel, senhora da cidade de Lua Argêntea, e muitos outros encontros ao longo do caminho.

O grande vilão de destaque neste livro se apresenta como Artemis Entreri, um assassino que persegue o grupo desde o inicio da viagem até o interior do Salão de Mitral, encontrando em Drizzt um adversário que rivaliza as suas habilidades, sendo eles muito parecidos em combate, porém, com uma diferença dramática no carater.

Uma história realmente empolgante, que me deixa ansioso por ler a ultima parte da trilogia "The Halfling's Gem".